Tudo um dia se vai. Até mesmo um passarinho numa gaiola ou um dia ele foge ou um dia ele morre.

6 de outubro de 2011

Eu larguei nas "mãos do tempo", é o que me resta, é o que me traz fé-força. Eu posso pedir quantas vezes for para ter você, mas não adianta, o que é verdadeiro volta, o que é verdadeiro nunca se vai para sempre, e se for-foi verdadeiro ainda sim estará em mim, em nós. É grande demais para ser esquecido, forte demais para ser jogado fora. E o que significou o "nós" para você? Estou firme, ninguém pode contestar isso, mas é como se eu estivesse vazia-sozinha-largada. A hipótese do eu sem você já não é mais hipótese, é realidade, e eu já acostumei, foi tão fácil que parecia que ja vinha sido ensaiada a muito tempo. Eu só não acostumei com a frieza nas palavras, nas ações. Não acostumei com o entardecer sem você, com a falta de mensagens-ligações, falta de procura. Estou sendo "deixada pra lá", como tanto eu evitava. Estou lutando contra o sentimento, contra o momento, mas lembra "eu já acostumei", tudo vai se ajeitar. O dia vai sorrir pra mim, como deve estar sorrindo para você. Se for verdadeiro, volta? Não quero implorar, pedir pra voltar, quero você, não sei querer alguém que não seja você, não sei imaginar um futuro do lado de alguém que não seja você, mas estou acostumando, e vou me acostumar, vai passar, eu sei que vai.

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