Tudo um dia se vai. Até mesmo um passarinho numa gaiola ou um dia ele foge ou um dia ele morre.

10 de agosto de 2011

As noites são desvairadamente frias, na janela os vidros ficam embaçados, e pelas frestas entra aquele ar gelado. O corpo mesmo ainda embaixo da coberta treme, feito "vara-verde", o tempo passa, nada esquenta, você não dorme, não sente nada além da enorme sensação de hipotermia, ainda depois de colocar mais duas cobertas você sente o frio, talvez seja psicológico, ou até mesmo sentimental, um vazio te faz sentir mais frio do que o normal, te deixa consciente, até demais, a ponto de pensar e pensar, naquele frio, naqueles momentos, naquela noite, na vontade de fazer algo diferente, ou na esperança que o tempo corra, e que logo, se aproxime o verão, aquele tempo quente, aquela sensação de liberdade maior, que te faz se sentir preenchido, mesmo sem nada e nem ninguém.

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