Tudo um dia se vai. Até mesmo um passarinho numa gaiola ou um dia ele foge ou um dia ele morre.

9 de julho de 2011

Tainá Mainara por Luana Carla

“Você pode encontrá-la na pista de dança. Os cabelos desgrenhados ritmados com a batida forte das caixas de som, olhos escuros perdidos em pensamentos iluminados por flashes de luzes coloridas, a vodka e o cigarro em mãos, dançando até que o mundo se acabe. A música intensa vai destruindo as decepções, preocupações, ocupações, moralizações, comparações. Alma rebelde sedenta de liberdade, de discussão, de beijo, de calor. Você pode encontrá-la perdida de propósito em algum parque, debaixo de uma árvore, com a jaqueta da festa passada, mesmo cheiro que não deixa esquecer as boas lembranças. Livro e cigarro, desta vez. Olhos atentos às páginas, mas pensamentos perdidos em algum olhar-cheiro-toque especial. Alguma garota de sorte, que saiba aprisionar em algum garrafa antiga o maior dos vendavais. Que vai poder aproveitar o abraço quente, de cheiro confortável, em qualquer tarde fria de inverno debaixo dos cobertores. É pouco se prender à esses detalhes. Poucas pessoas conseguem conhecer. Como a antiga Esfinge, sempre presente no horizonte, mais antiga que o tempo, cheia de questões, segredos e mistérios, capazes de deixar qualquer um deslumbrado. Como um antigo baú cheio de papéis antigos manchados com lágrimas e perfumes de mais raras essências, passados, rosas, amores.”

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